Uma dieta "mediterrânea", rica em vegetais, frutas e cereais regados a azeite de oliva, pode prolongar a vida e reduzir o risco de câncer e de doenças cardíacas.
Esta é a conclusão de estudo conduzido pela Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, dos EUA, e por instituições européias. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (26/06) pela edição eletrônica da revista NewScientist.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Antonia Trichopoulou, pratos à base de vegetais cozidos em azeite de oliva estimulam o consumo de vegetais e reduzem o de carne.
A dieta típica dos países do Mediterrâneo, no sul da Europa, contém menos produtos derivados do leite e menos álcool, reduzido a taças de vinho bebidas ao longo das refeições. Além disso, o principal tipo de carne consumido na região é a de peixe.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores das Universidades Harvard e de Atenas, na Grécia, recrutaram cerca de 22 mil pessoas saudáveis. Cada uma recebeu uma pontuação de acordo com nove pratos: vegetais, grãos, frutas, derivados de leite, carne, peixe, frango, azeite de oliva e vinho.
Cada pessoa ganhava um ponto caso consumisse um produto, considerado benéfico pelos pesquisadores, mais do que a média (outras pessoas de seu sexo). Caso usasse menos que a média os pratos benéficos em suas refeições, perdiam um ponto.
Carne e derivados de leite foram considerados maléficos pelos pesquisadores. Quanto menor era o consumo desses protos, maior era a pontuação do voluntário. Quem atingisse nove pontos (o total de itens considerados) indicava que consumia majoritariamente os produtos que fazem bem à saúde.
Analisando a saúde e a taxa de mortalidade dos participantes, ao longo de quatro anos, os pesquisadores descobriram uma forte correspondência entre a pontuação obtida pela avaliação da dieta e a predisposição para doenças.
Dois pontos a mais na avaliação da dieta correspondiam a uma chance 25% menor de mortalidade ao longo do período analisado, a um risco 33% menor de desenvolver doença cardíaca e a uma incidência 24% menor de câncer.
27/06/2003 12h15 - UOL
Da Redação
Em São Paulo